segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Estou amontoando todas as nossas saudades num lugar bem escuro e escondido da minha alma. Junto com todas as coisas feias do meu passado. As que eu separo pra tentar esquecer. As coisas colocadas lá, acabam se perdendo pra sempre no meio de tanta bagunça. É o que sempre nos resta fazer com histórias sem finais felizes. Amontoar numa caixa, jogar num canto, e esperar que o tempo faça o resto. Que o tempo nos dê a habilidade de enxergar somente um amontoado de tralha no lugar daquelas lembranças absurdamente felizes. Porque por mais que escondamos certas coisas em lugares bem escuros, no fundo a gente sabe bem que elas continuam existindo. Então na verdade, a gente nunca esquece que essas coisas existem. A gente só esquece de gostar delas. É isso que fazemos com as coisas que não podemos matar nem possuir: tentamos esquecê-las.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Tenho ainda, muita coisa pra arrumar. Promessas que me fiz e que ainda não cumpri, palavras me aguardam o tempo exato pra falar, coisas minhas, talvez você nem queira ouvir...

O vento soprou forte
E a pequena árvore teve suas folhas secas
Levadas pro norte...
Queria que o vento
Também levasse embora
Tudo aquilo que não me serve mais
E que levasse naquela hora...
Mas ele só balançou meus cabelos
E eu continuei ali...
Mas me senti mais leve
E sorri.
Percebi que as coisas só são levadas
Quando não nos acrescentam mais nada
As minhas folhas secas ainda
Devem servir para alguma coisa...